| Photo Information |
Copyright: Gil Veloso (gvelosofotos)
(615) |
| Genre: Places |
| Medium: Color |
| Date Taken: 2009-03-23 |
| Categories: Architecture |
| Photo Version: Original Version |
| Date Submitted: 2009-03-23 5:18 |
| Viewed: 348 |
| Points: 8 |
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| [Note Guidelines] Photographer's Note |
Castelo de Almourol
O Castelo de Almourol é um dos exemplos incontornáveis da passagem da Ordem dos Templários por terras lusas. Quem o visita não pode deixar de admirar alguns traços da arquitectura militar templária que ainda conserva, nem de mergulhar num imaginário de lutas e batalhas em que esses cavaleiros da Ordem do Templo participaram. Desde Jerusalém estes estenderam-se ao Ocidente e tornaram-se o braço-direito de D. Afonso Henriques no movimento da Reconquista. Localizado nas penedias de um ilhéu rochoso do rio Tejo, é um castelo templário, erguido no séc. XII por Gualdim Pais. Muralhas flanqueadas por dez torres que circundam a de Menagem e conferem ao conjunto uma grande capacidade defensiva.
Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.
As origens da ocupação deste local são bastante antigas e, por isso mesmo, enigmáticas. Alguns autores referiram a possibilidade de aqui se ter instalado um primitivo reduto lusitano, ou pré-romano, posteriormente conquistado por estes, e com vagas de ocupação ao longo de toda a Alta Idade Média. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.
Entregue aos Templários, que então efectivavam o povoamento entre o Mondego e o Tejo, sendo mesmo os principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe, colocada sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras deu-se em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar, mandada edificar por Gualdim Pais, cuja actividade construtiva à frente da Ordem, nas décadas de 60 e 70 do século XII, foi verdadeiramente surpreendente. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares, adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal (BARROCA, 2001, p.107). A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol. |
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